Competitividade do agronegócio brasileiro sem subsídios em grande escala
O Observatório de Geoeconomia e Análise Socioespacial Regional (OBSERVA-GEO/UFMS)https://obgeo.ufms.br/ divulga a publicação de novo artigo científico. O artigo foi escrito pelos pesquisadores Roberto César Cunha (UFSC), Carlos José Espíndola (UFSC) Silvia Cristina Limberger (UNICAMP) e Fernando Rodrigo Farias (UFMS).
O artigo intitulado “Competitividade do agronegócio brasileiro sem subsídios em grande escala” . O presente artigo foi publicado na revista do “Laboratório de Estudos sobre Circulação, Transportes e Logística (LabCit/GEDRI) https://labcit.ufsc.br/.
O texto conforme consta em seu resumo original: “Este artigo analisa as bases da competitividade do agronegócio brasileiro à luz da literatura schumpeteriana e neoshumpeteriana, destacando o papel da inovação induzida pelo Estado em contraste com o modelo de subsídios diretos predominante nos países centrais. A partir de dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Farm Bill norte-americana e da Política Agrícola Comum (PAC) europeia, demonstra-se que, apesar de representar quase 5% do valor agregado agrícola mundial, o Brasil responde por menos de 1% do apoio estatal direto. O estudo evidencia que a trajetória brasileira se apoiou em pesquisa científica, difusão tecnológica e infraestrutura, com destaque para a atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Argumenta-se que a competitividade nacional resulta de um Estado inovador, e não de um Estado subsidiador, ainda que essa estratégia acarrete contradições internas, como a vulnerabilidade inflacionária e a persistência da dualidade estrutural identificada por Ignácio Rangel. Conclui-se que a experiência brasileira oferece um modelo alternativo de desenvolvimento agrícola, marcado pela inovação e pela inserção internacional, mas tensionado por desafios sociais e ambientais”.
O texto pode ser baixado, lido conforme link https://labcit.paginas.ufsc.br/files/2026/02/TD-v7n2.pdf
